As artesãs de si mesmas

As artesãs de si mesmas

O tornar-se professora em um campo de saber masculino

ISBN: 9788546218363 AUTOR: Neiva Furlin

A ausência das mulheres em alguns espaços foi vinculada, tradicionalmente, com a incapacidade, a inferioridade, a imaturidade, o defeito, a carência ou a impotência e, portanto, esse lugar ficou marcado como aquele em que as mulheres não devem estar e ...

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Sinopse

A ausência das mulheres em alguns espaços foi vinculada, tradicionalmente, com a incapacidade, a inferioridade, a imaturidade, o defeito, a carência ou a impotência e, portanto, esse lugar ficou marcado como aquele em que as mulheres não devem estar e esse tem sido o mandato histórico, visto como justo. Então, de forma paradoxal, não será acaso a maior transgressão ocupar o lugar proibido, o lugar do sujeito, o ponto de inflexão que faz da resistência o espaço do qual emergirá o reconhecimento de um sujeito (mulher) político, ético, filosófico, legal, de direito e de necessidade?” (Femenías, 2000, p. 90). Nesse sentido, a presente obra se traduz em um esforço de evidenciar como as docentes se constituem sujeitos femininos de saber, em um lugar majoritariamente masculino, ou seja, como elas interagem com as dinâmicas de gênero do campo teológico, como resistem e como se produzem eticamente, no sentido de uma afirmação positiva do feminino, que opera como contra memória ao feminino pejorativo, produzido pelos discursos da teologia católica tradicional.


Número de Páginas

136


Formato

14x21cm


Ano de Publicação

2019


Área

Ciências Sociais


Capítulo 1: O vivido como arte: uma ação inventiva e política de si

Capítulo 2: Projetando a “obra de arte”: a teologia como caminho do devir sujeito feminino

Capítulo 3: Produzindo as ferramentas para esculpir a “arte”: relações de gênero na formação acadêmica

Capítulo 4: Pelas brechas “esculpir a arte”: dinâmicas de inserção na docência

Capítulo 5: (Re)modelando a “arte”: relações de gênero e subjetivação ética

1. Dinâmicas de gênero na relação com os estudantes

2. Dinâmicas de gênero e subjetivação ética na relação com seus pares professores

3. Ser mulher ou homem na docência: pesos e medidas diferentes

4. A teologia produzida pelas docentes: perspectivas, relações e reações

Capítulo 6: Sentidos da “arte”: a docência como processo de subjetivação

1. A teologia como lugar de ressignificação de discursos e de reinvenção de si